26. 03. 2009às 17:36horas.
Hoje e sábado
O roteirista, poeta e dramaturgo americano James Ragan, consultor de roteiro de “O Franco Atirador” e do premiado “O Poderoso Chefão”, dará uma palestra gratuita sobre Roteiro e Poesia, na Academia Internacional de Cinema (AIC), quinta-feira (26), a partir das 19h30. Haverá também um workshop de roteiro no sábado, aberto ao público.
O evento é continuação da 4ª Semana da Orientação, que aconteceu no mês passado. Na época, James teve problemas para chegar ao Brasil e adiou sua apresentação. A entrada é franca e as vagas são limitadas (30).
Para participar é necessário se inscrever através do e-mail info@aicinema.com.br ou do telefone 11 3826-7883. A AIC está na Rua Dr. Gabriel dos Santos, 142, bairro de Higienópolis.
26. 03. 2009às 17:31horas.
Amanhã
Convite do Selo Demônio Negro para conhecer dois dos maiores poetas catalães do Séc. XX. Traduzidas pelos poetas Ronald Polito e Josep Domenèch Ponsatí, as duas miniantologias NADA É MESQUINHO, O ESCAMBAU, de Joan Salvat-Papasseit, e FEIRA DE RELÂMPAGOS, de J. V. Foix fazem um recorte da obra de dois precursores das vanguardas européias do início do Séc. XX.
Esta primeira edicão da miniantologia FEIRA DE RELÂMPAGOS, de J. V. Foix será distribuida gratuitamente aos convidados, enquanto houver estoque.
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - Bela Vista - São Paulo
Tels.: (11) 3285.6986 / 3288.9447
25. 03. 2009às 19:56horas.

Olímpiadas. Londres, 1908.
Arqueria
Algumas pessoas têm me perguntado o que é a Arqueria. A Arqueria é uma editora de plaquetes que começei há pouco tempo. O nome da editora vem de uma experiência pessoal: sou praticante de arco e flecha. É um esporte que requer concentração e precisão. Um trabalho artesanal idem, assim como a escrita, a tradução. Dois títulos já foram publicados: uma seleção de poemas de amor, That’s Amore e a plaquete “Fim das circunstâncias”, com traduções de Paul Éluard. Em breve, haverá mais novidades, como por exemplo um selo de mulheres poetas, “Artémis”.
O contato da editora é arqueriaeditorial@yahoo.com.br
25. 03. 2009às 18:44horas.

Tracey Emin. It’s not the way I want to die.
presa nos trilhos da montanha-russa
o fascínio da violência em cada curva
medo, adrenalina
a descida vertical em parafuso
ascender veloz em outro looping
Virna Teixeira
Em: Como suturar lembranças. Arqueria Editorial, 2009.
25. 03. 2009às 18:40horas.
By the time I get to Phoenix
(publiquei este post hoje à tarde, enquanto o sistema estava fora do ar)
Caros leitores, houve um pequeno problema técnico no papel de rascunho: um retorno no túnel do tempo. Parece que voltamos a 2002. Enquanto a memória e os arquivos são recuperados, aproveito a ocasião para apresentar o novo projeto da Arqueria, uma plaquete “deluxe” com 7 poemas meus, “Como suturar lembranças”. A tiragem é muito pequena (será um máximo de 20 exemplares) porque faço tudo - da confecção da capa dura até a costura, o que requer um pouco de tempo, e o estilo de cada exemplar é distinto, como se fosse uma peça de roupa. Os poemas têm uma atmosfera de suspense, e dialogam com o trabalho de artistas mulheres: Cindy Sherman, Lousie Bourgeois e Tracey Emin.

24. 03. 2009às 02:45horas.

Se lhe pareço sibilina sobre a regressão, é que constato em mim mesma e em meus pacientes estados do corpo que fazem implodir as significações de todos os significantes possíveis e imagináveis. Depois de Freud, e com Lacan, retornamos mais uma vez a Freud mas desta vez com a biologia, para nos darmos conta de que existem estratégias de sentido sem significação, “memórias”, se você quiser mas muito aquém da linguagem e do significante. Quando “isso” nos submerge, “isso” dá em psicose - ou em um êxtase. De acordo com a época, a oportunidade e as poucas possibilidades de que os humanos dispõem para criar. Justamente, você vai me dizer, quem diz “criar” introduz o ’significante”! Não somente isso, não se precipite. É a partir de uma ruptura que se cria, desse abismo que se abre no significante, e então não há Verbo. Ainda não. (…)
Julia Kristeva
Em: O feminino e o sagrado. Correspondência com Catherine Clément. Rocco, 1998. Tradução de Rachel Gutiérrez.
21. 03. 2009às 15:02horas.

Foi em Kärringöja e Bibi e Liv tinham ficado amigas e Gunnel Lindblom tinha tirado uma foto delas na frente de uma parede. Elas estavam sentadas, se bronzeando e quando vi esta fotografia, pensei imediatamente: “Meu Deus, como são parecidas!” Havia uma semelhança bastante estranha. Em seguida voltei para o hospital, continuava com vertigens. Mas a semelhança dessas mulheres me intrigava. Eu achava que seria divertido escrever alguma coisa, sobre duas pessoas que perdem suas identidades respectivas nas relações, e que de certa forma também se parecem.
De repente, tive uma idéia. Elas estavam sentadas e comparavam suas mãos. Era a primeira imagem, elas estavam sentadas, apresentavam suas mãos e tinham um grande chapéu na cabeça.
Ingmar Bergman
Entrevista sobre o filme Persona. Em: O cinema segundo Bergman, Editora Paz e Terra, 1977.
20. 03. 2009às 21:18horas.
Plaquetes
Estive lendo os comentários e algumas pessoas têm perguntado como adquirir as plaquetes. Sim, tenho alguns exemplares para venda. Interessados podem escrever para: arqueriaeditorial@yahoo.com.br
17. 03. 2009às 09:34horas.
Fim das circunstâncias

Acaba de sair a segunda plaquete da Arqueria, uma pequena coletânea de traduções de Paul Éluard, selecionadas do livro Capitale de la douleur, publicado em 1926. A tiragem é de 40 exemplares.
17. 03. 2009às 09:30horas.
Tua cabeleira alaranjada no vazio do mundo
No vazio dos vitrais pesados de silêncio
E de sombra onde minhas mãos nuas procuram teus reflexos.
A forma do teu coração é quimérica
E teu amor se parece com meu desejo perdido.
Oh suspiros de âmbar, sonhos, olhares.
Mas tu não estiveste sempre comigo. Minha memória
Está ainda obscurecida de ter te visto vir
E partir. O tempo se serve de palavras como o amor.
Ta chevelure d’oranges dans le vide du monde
Dans le vide des vitres lourdes de silence
Et d’ombre où mes mains nues cherchent tout tes [reflets.
La forme de ton cœur ets chimérique
Et ton amour ressemble à mon désir perdu.
O soupirs d’ambre, rêves, regards.
Mais tu n’as pas toujours été avec moi. Ma mémoire
Est encore obscurcie de t’avoir vu venir
Et partir. Le temps se sert de mots comme l’amour.
Paul Éluard
Tradução: Virna Teixeira