Recital de poesia gótica e macabra, saraokê, filmes de terror, teatro, histórias mal assombradas e muito mais…
Exposição de pinturas de Anasor et Searom
Local: Casa das Rosas
31 de outubro, de 21h até tarde
A leitura realizada na Chicago Public Library em 27/09, da qual participei, junto com Maria Esther Maciel, Sérgio Medeiros e Paulo Henriques Britto, por ocasião da antologia publicada na revista Aufgabe, encontra-se agora disponível on line:
Mesa-redonda Alfonso Reyes, Monterrey desde Brasil
com Cecília Alonso, Héctor Perea, Antonio Candido e Celso Lafer
Convidado de Honra: José Mindlin
Debate sobre o escritor mexicano Alfonso Reyes, que no seu cargo como Embaixador do Brasil na década de 30, promoveu a edição da Revista Monterrey, na qual colaboraram escritores de vários países da América Latina.
Entrada Franca
27/10, às 19h
Auditório do Instituto Cervantes
Av. Paulista, 2439 - Metrô Consolação
O Simpoesia reuniu poetas de diversas partes do país, incluiu debates com participação de professores universitários sobre poesia contemporânea e semiótica, discussão sobre poesia digital, lançamentos de livros, recitais etc.
Algumas imagens da semana passada podem ser vistas no fotolog do evento.
Encerra hoje o I Simpoesia. A programação prossegue na Casa das Rosas até as 16h com o Fórum Praler. Em seguida:
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
16h - Recital com Ricardo Aleixo, Claudio Daniel, Frederico Barbosa, Greta Benitez, Donny Correia, Pablo Araújo, Camila do Vale, Marcelo Tápia, Mônica Rodrigues da Costa, Victor da Rosa, Edilamar Galvão, Michel Sleiman, Paulo de Toledo, Thiago Ponce de Moraes
ACADEMIA INTERNACIONAL DE CINEMA
20h30: - Recital da Tiger Tail com Adriana Zapparoli, Contador Borges, Eduardo Jorge, Horácio Costa, Virna Teixeira, André Dick, Leonardo Gandolfi.
- Lançamento: livro Cocatriz, de Adriana Zapparoli.
Tudo assiste crescer em seu mergulho: águas expandidas, estrelas imemoriais. Tesa de intensa delicadeza desenha a teia certeira, estreita esgrima com a brisa, sem arrimo ou amarras, pendura o arco dorsal enquanto desmorona o fôlego suspenso dos metais - vôo que anula o entorno e batiza o desgoverno: múltiplo rebento do movimento, um impulso para o centro de si até construir o desfecho do solo brotando para a planta dos pés.
Caio Fernando Abreu e Cazuza
Foto: Vânia Toledo
Em Diário de Bolsa - Instantâneos do Olhar
Na Pinacoteca do Estado. Até 26/10
Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não me lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para este encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança - e todas as lembranças são vagas, agora -, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro. Depois, aquela primeira vez e logo após outras e mais outras, tudo nos conduzindo apenas para aquele momento.
Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou, E foi essa coisa que me levou há pouco até a janela onde percebi que chovia e, difusamente, através das gotas de chuva, fiquei vendo uma roda-gigante. Absurdamente. Uma roda-gigante. Porque não se vive mais em lugares onde existam rodas-gigantes. Porque também as rodas-gigantes talvez nem existam mais. Mas foram estas duas coisas - a chuva e a roda-gigante -, foram essas duas coisas que de repente fizeram com que algum mecanismo se desarticulasse dentro de mim para que eu não conseguisse ultrapassar aquele momento.
…
Caio Fernando Abreu
Trecho de “O outro lado da tarde”. Em: O Ovo Apunhalado. Editora Siciliano, 1992
A partir das 19h00, o evento Vocabulário, com poesia, teatro e música, e o lançamento dos livros:
A Letra da Ley - Glauco Mattoso
Concretos e Delirantes - Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Fomes de Formas - Paulo Scott, Marcelo Montenegro, Delmo Montenegro, Marcelo Sahea, Thiago Ponce de Morais, Caco Pontes, Luís Venegas, Antonio Vicente Seraphim Pietroforte.
Local: Barco - Rua Dr Vírgilio de Carvalho Pinto nº426