31. 03. 2007
às 17:42horas.
"até segunda ordem não me risque nada."

LEO,50
Exposição individual comemorativa dos 50 anos de Leonilson
Realizada em parceria com o Projeto Leonilson
31 de março (sábado) de 11 às 14h
Exposição
1 de abril a 30 de junho de 2007
Terça a domingo, das 10h às 18h
ESTAÇÃO PINACOTECA
Largo General Osório, 66 Luz
POESIA E CINEMA

Sibel Kekilli em Gegen die Wand, 2004
O tema deste mês na edição número 14 das Escritoras Suicidas.
PARABÉNS, CASULO!
“O Casulo” começou como um zine, se tornou um jornal (com auxílio coletivo dos seus colaboradores), acaba de ganhar o prêmio VAI! da prefeitura de São Paulo e vai em breve provavelmente se metamorfosear no formato revista.
O lançamento da edição número 5 acontece em paralelo com:
Caminhos da Literatura Contemporânea
Debate com os professores Jorge de Almeida, Roberto Zular, Ana Paula
Pacheco e Camila Diniz (editora do
Suplemento de Minas). Mediação: Frederico Barbosa.
E com o lançamento do último número do Suplemento
Literário de Minas Gerais.

| Depeche Mode - Beh… |
Eu estou morrendo, ele disse.
O lápis verde escorrendo sob as pálpebras.
O que é ilusão nas horas transitórias.
Neste barco náufrago, atrás desta murada.
My little boy. Do what you want.
Os vultos na pista da dança. A música do Depeche Mode.
A fila interminável do banheiro sujo.
Uma cortina vermelha. Lá fora túneis, automóveis.
As manhãs também.
Empalidecem.
Virna Teixeira
Em: Distância, 7 Letras, 2005

Proem, Ian Hamilton Finlay
Dear Ernst,
I began by writing short stories, then little dramas, which were sometimes broadcast, and only began writing poems some five or six years ago. This soon brought me into conflict with the other Scottish poets, and though I am close friends with Augusto de Campos, in Brazil, and with some American poets (such as Robert Creeley, do you know his work?), and a few people in England… I have always been very isolated here.
Carta de Ian Finlay para Ernst Jandl (1964)

Noite de novembro, Edimburgo
A noite tilinta como gelo nos vidros.
Folhas estão grudadas na rua com geada.
O ar castanho fumega nas vitrines,
Força as portas, e caminha ao largo.
Engulo a crueza do inverno. A temerária
Escuridão rodopia com apartamentos
Em flocos castanhos de algodão
Luzes esmorecem, morrem em fossos.
Em meus pulmões a geada é áspera
Como as folhas do caminho. – Acima, ali,
O topo de um telhado veleja, no mastro
Flutua uma estrela esfarrapada e cinzenta.
O mundo é um urso encolhido no seu antro.
Aconchegado e próximo na noite que ressona.
E do lado de fora como crisântemos
A névoa desdobra seu odor amargo.
November night, Edinburgh
The night tinkles like ice in glasses.
Leaves are glued to the pavement with frost.
The brown air fumes at the shop windows,
Tries the doors, and sidles past.
I gulp down winter raw. The heady
Darkness swirls with tenements.
In a brown fuzz of cottonwool
Lamps fade up crags, die into pits.
Frost in my lungs is harsh as leaves
Scraped up on paths. – I look up, there,
A high roof sails, at the mast-head
Fluttering a grey and ragged star.
The world’s a bear shrugged in his den.
It’s snug and close in the snoring night.
And outside like chrysanthemums
The fog unfolds its bitter scent.
N.T.: Tenement – edifício dividido em habitações.
Norman MacCaig
Tradução: Virna Teixeira