"até segunda ordem não me risque nada."



30. 03. 2006
às 11:39horas.

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29. 03. 2006
às 13:20horas.


Ilha de Rousay, © Virna Teixeira

Poet

At night, when I cannot sleep,
I count the islands
And I sigh when I come to Rousay
- My dear black sheep.

Ian Hamilton Finlay

Poeta

À noite, quando não consigo dormir,
Eu conto as ilhas
E suspiro quando chego em Rousay
— Minha querida ovelha negra.

Tradução: Virna Teixeira

(Em: Poetas da Escócia, Inimigo Rumor 16, 2004)

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29. 03. 2006
às 13:17horas.

“Maker of boats” (Edwin Morgan)

Ian Hamilton Finlay: um espécie de ‘bad boy’ das letras escocesas, um rebelde gentil e bem humorado, que idealizou a marcha “Dishonoured Shade” (uma resposta à antologia conservadora “Honoured Shade”) contra os cânones da poesia escocesa nas ruas de Glasgow. Um excêntrico que viveu nos anos 50 na pequena ilha de Rousay, no arquipélago de Orney, ao norte da Escócia. Um “fazedor de barcos”. O criador da revista Poor.Old.Tired.Horse., (1961-1967), título retirado de um poema de Robert Creeley, que escreveu o prefácio do seu primeiro livro de poesia, o controverso “The dancers inherit the party”, onde utilizou dialetos das classes operárias de Glasgow. O editor da Wild Hawthorn Press, que publicou livros e pôsteres de poetas como Lorine Niedecker, Augusto de Campos e Victor Vasarely. Um avant-gardener, segundo ele mesmo se definiu.
Ian Hamilton Finlay escreveu poesia concreta até 1967 e depois recolheu-se no seu jardim Little Sparta, onde viveu quase 30 anos dedicando-se à jardinagem, poesia, filosofia e artes plásticas. Finlay foi ainda um contador de estórias, e escreveu contos para crianças.

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29. 03. 2006
às 12:12horas.


Ian Hamilton Finlay, © Tate Gallery

Ian Hamilton Finlay faleceu nesta segunda-feira em Edimburgo, aos 80 anos. Artista, poeta, filósofo e ‘avant-gardener’, Finlay foi o maior representante do Concretismo na Escócia. Vivia no seu jardim Little Sparta. Segundo seu obituário, “he will be best remembered for combining his love of poetry and gardening“.

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28. 03. 2006
às 09:24horas.

FRATES MINORES

With minds still hovering above their testicles
Certain poets here and in France
Still sigh over established and natural fact
Long since fully discussed by Ovid.
They howl. They complain in delicate and exhausted metres
That the twitching of three abdominal nerves
Is incapable of producing a lasting Nirvana.

FRATES MINORES

Com mentes ainda pairando sobre seus testículos
Certos poetas aqui e na França
Ainda suspiram sobre o fato estabelecido
Há muito esgotado por Ovídio.
Eles uivam. Queixam-se em metros delicados e exaustos.
Que o espasmo de três nervos abdominais
É incapaz de produzir um Nirvana duradouro.

Ezra Pound

Tradução: Virna Teixeira

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26. 03. 2006
às 13:58horas.

AFRICANISMOS

O início de uma nova aventura com o Claudio Daniel e a Ana Rüsche. Poesia, literatura, música, fauna e flora africanas no blog Olokum, que já está on line.

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25. 03. 2006
às 17:50horas.


Ian Hamilton Finlay no seu jardim Little Sparta

O REGADOR DE LITTLE SPARTA

Para a Virna

A brancura
do regador goteja
pérolas

sobre
os lados solares
da rosa –

depois

a tranquilidade branca
do regador
desce

para as miríades
de seixos,
o chão

mudando de cores.

J.T.Parreira

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24. 03. 2006
às 11:41horas.

ROBERTO JUARROZ
(Argentina - 1925/1995)

El amor empieza cuando se rompen los dedos
y se dan vuelta las solapas(1) del traje,
cuando ya no hace falta pero tampoco sobra
la vejez de mirarse,
cuando la torre de los recuerdos, baja o alta,
se agacha hasta la sangre.

El amor empieza cuando Dios termina
y cuando el hombre cae,
mientras las cosas, demasiado eternas,
comienzan a gastarse,
y los signos, las bocas y los signos,
se muerden mutuamente en cualquier parte.

El amor empieza
cuando la luz se agrieta como un muerto disfrazado
sobre la soledad irremediable.

Porque el amor es simplesmente eso:
la forma del comienzo
tercamente escondida
detrás de los finales.

(O amor começa quando se rompem os dedos e a lapela dá voltas, quando já não faz falta mas tampouco sobra
a velhice de olhar-se, quando a torre das recordações, baixa ou alta, se abaixa até o sangue.

O amor começa quando Deus termina e quando o homem cai,
enquanto as coisas, demasiado eternas, começam a se gastar, e os signos, as bocas e os signos, mordem-se mutuamente em qualquer parte.

O amor começa quando a luz penetra como um morto disfarçado sobre a solidão irremediável.
Porque o amor é simplesmente isso: a forma do começo escondida obstinadamente atrás dos finais.)

NT: (1) solapas também significa “orelhas” do livro

Tradução de Ana Maria Ramiro

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23. 03. 2006
às 00:28horas.

SARAU Artes Plásticas e Literatura

Venha e participe com sua arte!

domingo
26 de março
das 17 às 21 horas

Músico convidado: Mauricio Baraças
Comentários História da Arte: Dani Nastari
Exposição: Novos Artistas
Alexandre Bernardo
André Lima
Carlos Viera
Paulo Castro

Entrada franca

Rato de Livraria
Rua do Paraíso, 790
3266-4476

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22. 03. 2006
às 15:29horas.

a fruta na mesa cansa os olhos até apodrecer
tira a fruta
a mesa cansa os olhos
tira a mesa
a cadeira
a casa
feche a ajanela
mude a paisagem
mas tudo cansa
tire os olhos

_________________________

fênix


sem fio
que puxar
e sair do labirinto

ao morrer
é o próprio ovo

solitária feito um sol

no seu fogo
infenso ao toque
os peixes do verbo

Moacir Amâncio

Do objeto útil, Iluminuras, 1992

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