"até segunda ordem não me risque nada."



30. 01. 2006
às 12:06horas.


© Nan Goldin. Valerie in the light, Bruno em in the dark. Paris, 2001.

playground do diabo

de manhã, a luz
de mansobre

o vestido
amarelo

brilha

no rosto dela

a escuridão lá dentro.

playground del diablo

de mañana, a la luz
de mansobre

el vestido
amarillo

brilla

en el rostro de ella

la oscuridad allí dentro

Virna Teixeira

Tradução: Jair Cortés e Berenice Huerta

(Em: Distância, 7 letras, 2005)

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28. 01. 2006
às 13:43horas.

Brown Bunny: professional Motorcycle Racer Bud Clay heads from New Hampshire to California to race again. Along the way he meets some girls.

correndo correndo
lembra o coelho
não mais aquele
que olhava o relógio
outro
(“é outra a dor que dói”),
ele é que morre a cada
cinco anos: marrom.

Bud Clay perdeu
mas também não se posicionou corretamente
olhando pela porta
e não correndo
no momento
que precisava

depois se arrependeu (muito)
buscava
daisy
Why do you have to drink and take drugs?
mas encontrava violetas

Daniela Ramos

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27. 01. 2006
às 10:40horas.

BURNS SUPPER

O aniversário do poeta Robert Burns é comemorado em toda a Escócia com um jantar escocês tradicional, dia 25 de janeiro, acompanhado de leituras e canções de Burns. A “Burns Supper” será celebrada este sábado em São Paulo, pela St Andrews Society, no Brazilian British Center. Para mais informações, clique aqui.

Auld Lang Syne

Should auld acquaintance be forgot,
And never brought to mind?
Should auld acquaintance be forgot,
And auld lang syne?

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne,
We’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

And surely ye’ll be your pint-stowp,
And surely I’ll be mine!
And we’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne,
We’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

We twa hae run about the braes,
And pu’d the gowans fine;
But we’ve wandered mony a weary fit
Sin’ auld lang syne.

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne,
We’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

We twa hae paidled i’ the burn,
Frae morning sun till dine;
But seas between us braid hae roared
Sin’ auld lang syne.

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne,
We’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

And there’s a hand, my trusty fiere,
And gie’s a hand o’ thine!
And we’ll tak a right guid-willie waught

For auld lang syne.

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne,
We’ll tak a cup o’ kindness yet,
For auld lang syne.

Robert Burns

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25. 01. 2006
às 14:40horas.


Le fati ignoranti, de Ferzan Ozpetek (2001)

In questa notte d’autunno
sono pieno delle tue parole
parole eterne come il tempo
come la materia
parole pesanti come la mano
scintillanti come le stelle.
Dalla tua testa
dalla tua carne
dal tuo cuore
mi sono giunte le tue parole
le tue parole cariche di te
le tue parole, madre
le tue parole, amore
le tue parole, amica
Erano tristi, amare
erano allegre, piene di speranza
erano coraggiose, eroiche
le tue parole
erano uomini

Nesta noite de outono
estou pleno das tuas palavras
palavras eternas como o tempo
como a matéria
palavras pesadas como a mão
cintilantes como a estrela.
Da tua testa
da tua carne
do teu coração
sinto-me junto das tuas palavras
as tuas palavras carecem de ti
as tuas palavras, mãe
as tuas palavras, amor
as tuas palavras, amiga
Eram tristes, amar
eram alegres, plenas de esperança
eram corajosas, heróicas
as tuas palavras
eram homens

NAZIM HIKMET

Tradução Virna Teixeira

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24. 01. 2006
às 19:36horas.

Novidades

Traduções em espanhol de quatro poemas de “Distância”, na revista mexicana Alforja, por Jair Cortés e Berenice Huerta.

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24. 01. 2006
às 15:41horas.

S.O.S

No arquipélago
extraviados
de um único naufrágio
sem telégrafo
nem correio-garrafa
dispersos sobre areias
sem pregas nem arabescos
ou quaisquer outros códigos

Convergiam
só pelo visto

Longe ele fitava o fundo
de onde uma água antes
ora nuvem chovera muito
distante e aqui
repentino o relâmpago
fez pulsar noturno
o que o dia ofuscou

Insulavam-se
intermirantes

Simone Homem de Mello

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21. 01. 2006
às 13:36horas.

Visita e Robert Creeley

O Carlos Besen criou um blog, O Mel do Melhor, como um espaço para discutir semanalmente o trabalho de um autor. Fico contente que tenha escolhido meus poemas nesta semana, do livro “Visita”.
No Poeta Salutor, no mesmo formato, J.T.Parreira deixa o espaço aberto para discutir trabalhos de tradução. Começa hoje com versões que fiz de poemas do Robert Creeley.
Um bom final de semana para todos.

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21. 01. 2006
às 13:32horas.

aceso
um cigarro
um cigarro situações o asilo de si
sim em

suspeita
inde –

terminado
no rancor do relógio
no filme do intercine: está – ece

per –

intenso dentro / fora
do preço promocional das prateleiras
fragrante

sobras

- de ti - : / despojos

Diego Ramires

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19. 01. 2006
às 13:05horas.

De Suburbia & Outras Histórias

O dia principiava
com o espectáculo particular
da tua solidão

o café sobre a mesa não era uma companhia
mas a afirmação extrema e indelicada
de que nos subúrbios

a primeira refeição do dia
era também o início de uma desolação:
e aquela sensação imigrante

de chegar a um aeroporto
onde ninguém nos espera
te assalta como um ladrão voraz

e essa era a primeira lição do dia
antes mesmo do comboio que
te levaria ao trabalho.

Oscar Mourave

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19. 01. 2006
às 12:45horas.

NOVIDADES

O poeta mexicano Jair Cortés inicia sua coluna no Cronópios, Vecinos Verbales.
Paulo Leminski no Los Excessivos.
Jornal “O Casulo” no Projeto Identidade.

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