"até segunda ordem não me risque nada."



23. 11. 2004
às 14:36horas.

An object

This thing, that hath a code and not a core,
Has set acquaintance where might be affections,
And nothing now
Disturbeth his reflections.

Um objeto

Esta coisa, dotada de codificação e não de coração
Pôs o conhecimento onde devia estar afetividade
E agora nada
lhe altera a meditação.

EZRA POUND

Tradução: Jorge Wanderley

Escrito por Virna Teixeira, na categoria traduções | Sem comentários (0)

16. 11. 2004
às 09:56horas.

VISAGE

Il sait à peine d’où tu viens
Malgré la ride qui te marque
Malgré ces traces sur tes joues
Et les mouvements de tes mains
II ne veut pas que tu t’en ailles
Sur la chaise il n’y a plus qu’un trou
Une forme vague dans l’ombre
Le portrait au fusain dans le coin le plus sombre
Presque rien
Sur le mur quelqu’un passe sa main
Dans les volets le vent se fâche
Tout est fermé jusqu’au matin
Lui doit être loin sur la route

ROSTO

Mal sabe de onde vens
Apesar da ruga que te marca
Apesar destas marcas em tua face
E dos movimentos de tuas mãos
Não quer que partas
Na cadeira só ficou um vazio
Uma forma vaga na sombra
O retrato a carvão no canto mais sombrio
Quase nada
Alguém passa a mão na parede
Na janela o vento irritado
Tudo fecha até amanhã cedo
Já deve estar longe na estrada

Pierre Reverdy

(Tradução: Júlio Castañon Guimarães e Ronald Polito. Pierre Reverdy, poemas. Ed. dos autores, 1999)

Escrito por Virna Teixeira, na categoria traduções | Sem comentários (0)