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	<title>papel de rascunho</title>
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	<description>até segunda ordem não me risque nada</description>
	<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:40:34 +0000</pubDate>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
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		<description><![CDATA[ 
Esse dente da frente cariado me enfiava as suas agulhas muito acima da raiz, quase sob o nariz. Terrível sensação!
E a magia? Talvez, mas então é preciso alojar-se em bloco quase sob o nariz. Que desequilíbrio! E eu hesitava, ocupado com outras coisas, um estudo sobre a linguagem.
Nesse momento uma velha otite, que dormia há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="277" height="360" style="width: 277px; height: 342px" src="http://soloosos.files.wordpress.com/2007/11/31-michaux.jpg" /> </p>
<p>Esse dente da frente cariado me enfiava as suas agulhas muito acima da raiz, quase sob o nariz. Terrível sensação!<br />
E a magia? Talvez, mas então é preciso alojar-se em bloco quase sob o nariz. Que desequilíbrio! E eu hesitava, ocupado com outras coisas, um estudo sobre a linguagem.<br />
Nesse momento uma velha otite, que dormia há cinco anos, despertou com sua fina perfuração no fundo da orelha.<br />
Portanto, eu precisava me decidir. Molhado, melhor lançar-se à água. Abalado em sua posição de equilíbrio, melhor procurar outra.<br />
Abandono então o estudo e me concentro. Em três ou quatro minutos, elimino a dor da otite (eu conhecia o caminho). Quanto ao dente, precisaria do dobro do tempo. Ela ocupava um lugar tão ridículo, quase sob o nariz. Por fim ela desaparece.<br />
É sempre assim; só a primeira vez é uma surpresa. A dificuldade é encontrar o lugar da dor. Assegurado o lugar, basta dirigir-se naquela direção, às apalpadelas na sua noite, procurando circunscrevê-lo (por não terem concentração, os ansiosos sentem a dor em todos os lugares), depois, à medida que é circundado, deve-se observá-lo mais cuidadosamente, pois ele se torna menor, menor, dez vezes menor que uma ponta de agulha; todavia, você o vigia sem descanso, com atenção crescente, projetando nele sua euforia até que não haja diante de você nenhum núcleo de dor. Você realmente o encontrou.<br />
Agora, é preciso permanecer ali sem esforço. Cinco minutos de concentração devem produzir uma hora e meia ou duas horas de calma e insensibilidade. Falo em relação aos homens que não são especialmente fortes ou dotados; por sinal é o &#8220;meu tempo&#8221;.<br />
(Por causa da inflamação dos tecidos, subsiste uma sensação de pressão, de pequeno volume isolado, como subsiste após a injeção de um líquido anestésico).</p>
<p><strong>Henri Michaux</strong></p>
<p>Tradução: Izabela Leal.</p>
<p><em>Estive estes dias com o Nilson de Oliveira, que veio a São Paulo para o lançamento do número 12 da Polichinello e do seu novo livro, &#8220;A literatura e os possíveis da crítica literária&#8221; (Lumme Editor), no Museu de Cultura da PUC. A revista, publicada em Belém, agora é editada pelo Nilson e pela Izabela Leal. Interessados em adquirir a Polichinello podem entrar em contato pelo email: revista.polichinello@gmail.com</em>
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 04:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Simpoesia
Está confirmado o III Simpoesia, de 5 a 7 de novembro. O encontro já tem twitter e o site está em construção, anotem o endereço: www.simpoesia.com. Muitas novidades em breve!

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Simpoesia</strong></p>
<p>Está confirmado o III Simpoesia, de 5 a 7 de novembro. O encontro já tem twitter e o site está em construção, anotem o endereço: <a href="http://papelderascunho.net/www.simpoesia.com">www.simpoesia.com</a>. Muitas novidades em breve!
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 03:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>eventos</category>
	<category>publicações</category>
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		<description><![CDATA[Visita carioca

Com o Anderson, do selo de poesia Orpheu.

Greta Benitez e Marcelo Mirisola.

Foi ótimo o lançamento de Visita no Rio. Aconteceu na sede da editora Multifoco, um sobrado simpático que funciona como livraria e bar, na Lapa. Reencontrei gente querida que não via há algum tempo, good vibrations, e depois fui dançar com os poetas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Visita carioca</strong><br />
<img alt="ander.jpg" id="image1612" src="http://papelderascunho.net/images/ander.jpg" /></p>
<p>Com o Anderson, do selo de poesia Orpheu.<br />
<img alt="miri.jpg" id="image1613" src="http://papelderascunho.net/images/miri.jpg" /></p>
<p>Greta Benitez e Marcelo Mirisola.<br />
<img alt="rio.jpg" id="image1611" src="http://papelderascunho.net/images/rio.jpg" /></p>
<p>Foi ótimo o lançamento de Visita no Rio. Aconteceu na sede da editora Multifoco, um sobrado simpático que funciona como livraria e bar, na Lapa. Reencontrei gente querida que não via há algum tempo, <em>good vibrations</em>, e depois fui dançar com os poetas Diana de Hollanda, Greta Benitez e o Leandro Jardim na rua da Carioca. Ainda deu para pegar uma praia no domingo.</p>
<p>P.s.: interessados em adquirir Visita e conhecer a coleção, mais informações no blog do <a href="http://www.editoramultifoco.com.br/blog.php#">selo Orpheu</a>.
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 22:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>eventos</category>
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		<description><![CDATA[Esta sexta
Tem lançamento da revista Polichinello em São Paulo, com presença do editor, Nilson de Oliveira. No Museu de Cultura da PUC (Monte Alegre, 984), às 18h30.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Esta sexta</strong></p>
<p>Tem lançamento da revista Polichinello em São Paulo, com presença do editor, Nilson de Oliveira. No Museu de Cultura da PUC (Monte Alegre, 984), às 18h30.</p>
<p><img id="image1609" alt="poracaso.jpg" src="http://papelderascunho.net/images/poracaso.jpg" />
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 22:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>diversos</category>
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		<description><![CDATA[
EDWIN MORGAN (1920-2010) 
Acabo de saber, com tristeza, que o poeta escocês Edwin Morgan faleceu hoje em Glasgow, aos 90 anos de idade.
Algumas palavras da diretora da Scottish Poetry Library, Robin Marsack, sobre o poeta no jornal The Guardian: &#8220;A star goes on giving light long afterwards, as he will,&#8221; Marsack said. &#8220;Edwin Morgan was not only our [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1608" src="http://papelderascunho.net/images/edwin-morgan.jpg" alt="edwin-morgan.jpg" /></p>
<p><strong>EDWIN MORGAN (1920-2010)</strong> </p>
<p>Acabo de saber, com tristeza, que o poeta escocês <a href="http://www.edwinmorgan.com/">Edwin Morgan</a> faleceu hoje em Glasgow, aos 90 anos de idade.</p>
<p>Algumas palavras da diretora da Scottish Poetry Library, Robin Marsack, sobre o poeta no jornal The Guardian: &#8220;A star goes on giving light long afterwards, as he will,&#8221; Marsack said. &#8220;Edwin Morgan was not only our national poet – widely read, studied at school, much loved by fellow authors as well as readers – but our international poet: a marvellous translator from many languages and, equally, translated into many languages. He was a star of the international concrete poetry movement of the 1960s. His inventiveness is matched by his accessibility, a rare combination of formal skills, intellectual curiosity and emotional power.&#8221;</p>
<p>Morgan não foi apenas um grande poeta e um excelente tradutor, mas também uma pessoa humanista e extraordinária. A força da sua poesia pode ser resumida numa palavra: &#8220;soul&#8221;.
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 12:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>eventos</category>
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		<description><![CDATA[
A Hora do Haroldo
E este final de semana tem o &#8220;Hora H&#8221; na Casa das Rosas, de 20 a 22/8. Imperdível!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1595" src="http://papelderascunho.net/images/haroldo-de-campos-homero.jpg" alt="haroldo-de-campos-homero.jpg" /></p>
<p><strong>A Hora do Haroldo</strong></p>
<p>E este final de semana tem o <a href="http://www.poiesis.org.br/casadasrosas/agenda_eventos_interna.php?id=426">&#8220;Hora H&#8221;</a> na Casa das Rosas, de 20 a 22/8. Imperdível!</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 02:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>traduções</category>
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		<description><![CDATA[
A SEGUNDA VIDA
Será que todo homem se sente assim aos quarenta –
quero dizer como a Nova Iorque de Thomas Wolfe, sua
luz inebriante, caniôns profundos deslumbrantes, beleza –
pálida como estrelas piscantes nebulosas ao final do dia no centro,
e a lua de inverno inundando como os arranha-céus, do norte –
um lugar aspirante, glória das pontes, sirenes
são enormes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1603" src="http://papelderascunho.net/images/nc.jpg" alt="nc.jpg" /></p>
<p><strong>A SEGUNDA VIDA</strong></p>
<p>Será que todo homem se sente assim aos quarenta –<br />
quero dizer como a Nova Iorque de Thomas Wolfe, sua<br />
luz inebriante, caniôns profundos deslumbrantes, beleza –<br />
pálida como estrelas piscantes nebulosas ao final do dia no centro,<br />
e a lua de inverno inundando como os arranha-céus, do norte –<br />
um lugar aspirante, glória das pontes, sirenes<br />
são enormes mensagens, um iminente domínio<br />
que põe sua mão sobre os intestinos do jovem homem<br />
até ele sentir naquele ar, naquele espírito que sobe<br />
todas as coisas são possíveis, ele sobe com ele<br />
até sentir que jamais poderá morrer –<br />
Pode ser desta forma, e isto o que quer dizer<br />
em Glasgow agora, escrevendo enquanto a aeronave ruge<br />
sobre as construções, nesta luz quente do oeste<br />
nos leitos de narcisos  que nunca foram tão repletos e pródigos –<br />
verde maio, e os lentos grandes blocos subindo<br />
sob guindastes de torres amarelas, concreto e vidro e aço<br />
saindo do cascalho austero e as crianças descalças se foram –<br />
É a lenta excitação, uma vida renovada da cidade<br />
que me excita, poderia me excitar tão profundamente<br />
como maio, mas poderia maio ter excitado<br />
o que sinto de desejo e força<br />
como um braço saudando o sol?</p>
<p>Janeiro todo, Fevereiro todo, os patinadores<br />
desfrutaram o lago Bingham, as frescas noites frias,<br />
eles giraram e reluziram entre os faróis dos carros,<br />
os motoristas estacionados em volta da lagoa escura<br />
para observá-los, e para iluminá-los, que risada<br />
e prazer subiu nas raras calmarias<br />
da corrente metros distantes de rodas na Great Western Road.<br />
O gelo quebrou, mas os barcos saíram.<br />
Os barcos pintados estão prontos para o prazer.<br />
A luz comprida não precisa de faróis.</p>
<p>Remo negro corta e brilha: é o paraíso na terra.</p>
<p>É verdade que nascemos<br />
Não uma, mas muitas vezes?<br />
Somos atraídos de volta para a imagem<br />
da semente na escuridão, ou a pele cinzenta<br />
da cobra que esconde outra brilhante –<br />
ela irá empurrar aquela matéria usada para fora<br />
e até mesmo o filme do olho é descascado –<br />
Que o mundo pode ser o mesmo, e nós não somos<br />
e então o mundo não é o mesmo,<br />
o segundo olho está refazendo<br />
este lugar, estas águas e estas torres,<br />
elas estão se erguendo de novo<br />
para o olho que se levanta ao sol,<br />
e o olho saúda o sol.</p>
<p>Muitas coisas não são ditas<br />
na vida de um homem, e com um lugar<br />
há um amor não dito também<br />
na correnteza, flutuando, esperando o seu tempo.<br />
Um grande lugar e seu povo não se renovam  gentilmente.<br />
As camadas empilhadas de sujeira<br />
aquecem, como casacos caseiros.<br />
Mas eles também serão desalojados<br />
e os homens ainda estarão aquecidos.<br />
Os casacos velhos são descartados.<br />
O gelo velho está solto.<br />
As sementes velhas despertam.</p>
<p>Saia da escuridão, está na hora.</p>
<p><em><strong>THE SECOND LIFE</strong></p>
<p>But does every man feel like this at forty –<br />
I mean it’s like Thomas Wolfe’s New York, his<br />
heady light, the stunning plunging canyons, beauty –<br />
pale like stars winking hazy downtown quitting-time,<br />
and the winter moon flooding like the skyscrapers, northern –<br />
an aspiring place, glory of the bridges, foghorns<br />
are enormous messages, a looming mastery<br />
that lays its hand on the young man’s bowels<br />
until he feels in that air, that rising spirit<br />
all things are possible, he rises with it<br />
until he feels he can never die –<br />
Can it be like this, and this what it means<br />
in Glasgow now, writing as the aircraft roar<br />
over building sites, in this warm west light<br />
by the daffodil banks that were never so crowded and lavish –<br />
green May, and the slow great blocks rising<br />
under yellow tower cranes, concrete and glass and steel<br />
out of a dour rubble it was and barefoot children gone –<br />
Is it the slow stirring, a city’s renewed life<br />
that stirs me, could it stir me so deeply<br />
as May, but could May have stirred<br />
what I feel of desire and strength<br />
like an arm saluting a sun?</p>
<p>All January, all February the skaters<br />
enjoyed Bingham’s pond, the crisp cold evenings,<br />
they swung and flashed among the car headlights,<br />
the drivers parked round the unlit pond<br />
to watch them, and give them light, what laughter<br />
and pleasure rose in the rare lulls<br />
of the yards-away stream of wheels along Great Western Road?<br />
The ice broke up, but the boats came out.<br />
The painted boats are ready for pleasure.<br />
The long light needs no headlamps.</p>
<p>Black oar cuts a glitter: it is heaven on earth.</p>
<p>Is it true that we come alive<br />
not once, but many times?<br />
We are drawn back to the image<br />
of the seed in darkness, or the graying skin<br />
of the snake that hides a shining one –<br />
it will push that used-up matter off<br />
and even the film of the eye is sloughed –<br />
That the world may be the same, and we are not<br />
and so the world is not the same,<br />
the second eye is making again<br />
this place, these waters and these towers,<br />
they are rising again<br />
to the eye stands up to the sun,<br />
and the eye salutes the sun.</p>
<p>Many things are unspoken<br />
In the life of a man, and with a place<br />
there is an unspoken love also<br />
in undercurrents, drifting, waiting its time.<br />
A great place and its people are not renewed lightly.<br />
The caked layers of grime<br />
grow warm, like homely coats.<br />
But yet they will be dislodged<br />
and men will still be warm.<br />
The old coats are discarded.<br />
The old ice is loosed.<br />
The old seeds are awake.</p>
<p>Slip out of darkness, it is time.</em></p>
<p><strong>Edwin Morgan</strong></p>
<p>Tradução: Virna Teixeira</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 01:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lançamento de Visita no Rio

Dia 27/8, às 19h, na Editora Multifoco (Av. Mem de Sá, 126 - Lapa)

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Lançamento de Visita no Rio</strong></p>
<p><img id="image1597" src="http://papelderascunho.net/images/convite1.jpg" alt="convite1.jpg" /></p>
<p>Dia 27/8, às 19h, na Editora Multifoco (Av. Mem de Sá, 126 - Lapa)
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 15:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>publicações</category>
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		<description><![CDATA[
Apresentação de Visita ontem, na Bienal do livro.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1592" src="http://papelderascunho.net/images/bienal1.jpg" alt="bienal1.jpg" /><br />
<em>Apresentação de Visita ontem, na Bienal do livro.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title></title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 19:56:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Virna</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
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		<description><![CDATA[
UT CRIMINA
Para meu próximo passo,
senhoras e senhores, eu precisaria
de algum objeto pessoal de seus bolsos.
Chave isqueiro cigarro
caneta, tanto faz. Ótimo,
senhora, uma chave. Agora
não se deixe iludir por truque algum
e veja diante de seus olhos
a transformação.
Minha mão e onde estava a chave,
uma moeda. Segure.
Você deve estar pensando
o que aconteceu com a chave?
Senhora, por favor, olhe no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1589" src="http://papelderascunho.net/images/s15-1.jpg" alt="s15-1.jpg" /></p>
<p><strong>UT CRIMINA</strong></p>
<p>Para meu próximo passo,<br />
senhoras e senhores, eu precisaria<br />
de algum objeto pessoal de seus bolsos.<br />
Chave isqueiro cigarro<br />
caneta, tanto faz. Ótimo,<br />
senhora, uma chave. Agora<br />
não se deixe iludir por truque algum<br />
e veja diante de seus olhos<br />
a transformação.<br />
Minha mão e onde estava a chave,<br />
uma moeda. Segure.<br />
Você deve estar pensando<br />
o que aconteceu com a chave?<br />
Senhora, por favor, olhe no bolso,<br />
ela foi devolvida a você<br />
com a moeda.</p>
<p><strong>Leonardo Gandolfi</strong></p>
<p><em>Poema inédito do livro &#8220;A Morte de Tony Bennett&#8221;, que será publicado este semestre pela Lumme Editor.</em>
</p>
]]></content:encoded>
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