"até segunda ordem não me risque nada."



02. 09. 2010
às 00:55horas.

Visita carioca
ander.jpg

Com o Anderson, do selo de poesia Orpheu.
miri.jpg

Greta Benitez e Marcelo Mirisola.
rio.jpg

Foi ótimo o lançamento de Visita no Rio. Aconteceu na sede da editora Multifoco, um sobrado simpático que funciona como livraria e bar, na Lapa. Reencontrei gente querida que não via há algum tempo, good vibrations, e depois fui dançar com os poetas Diana de Hollanda, Greta Benitez e o Leandro Jardim na rua da Carioca. Ainda deu para pegar uma praia no domingo.

P.s.: interessados em adquirir Visita e conhecer a coleção, mais informações no blog do selo Orpheu.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria eventos publicações | Sem comentários (0)

17. 08. 2010
às 22:29horas.

Lançamento de Visita no Rio

convite1.jpg

Dia 27/8, às 19h, na Editora Multifoco (Av. Mem de Sá, 126 - Lapa)

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Sem comentários (0)

17. 08. 2010
às 12:52horas.

bienal1.jpg
Apresentação de Visita ontem, na Bienal do livro.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Comentou (1)

11. 08. 2010
às 10:00horas.

visita-capa-virna-teixeira.jpg

Visita, revisitado

Acaba de sair a segunda edição do meu primeiro livro de poemas, “Visita”, pelo selo Orpheu da editora carioca Multifoco. Visita foi publicado há exatos 10 anos atrás, em 2000, pela editora 7 Letras, e está esgotado há alguns anos. A nova edição tem orelha do Marcelo Moraes Caetano e prefácio do André Dick. O livro será apresentado dia 16 (segunda) às 14h na Bienal do Livro de SP, junto com outros lançamentos do selo Orpheu, no stand da Multifoco.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Comentaram (4)

31. 05. 2010
às 20:35horas.

No ar…

A quadragésima edição das Escritoras Suicidas.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Sem comentários (0)

04. 05. 2010
às 10:54horas.

Arqueria em Portugal

plaquetejoao1.jpg

Dois lançamentos de poetas portugueses pela Arqueria durante o Tordesilhas: Amor Cego & outros poemas de amor, do Casimiro de Brito (dia 5) e Entulho, do João Miguel Henriques (dia 7).

plaquetecasimiro1.jpg

Fragmento 48 de Amar a Vida Inteira

Entro na tua boca no teu sexo no teu sangue
com a fúria silenciosa de quem deseja
desfazer-se esfacelar-te e eu em ti
para que sejamos um só. Violentar-te,
matar-te engolir-te transformar-te
em alimento incorporado no meu corpo no
meu sopro. Mas, rispondimi, que farei de mim
assim mais vivo e mais rico e mortalmente amado
se depois não te tenho a meu lado?
Ou morte dos dois, Lúria, ou morte nenhuma
Além desta tragédia em que fundimos
à música ao ruído ao silêncio -
a alegria a devastação o sofrimento.

Don Giovanni.

Casimiro de Brito

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Sem comentários (0)

21. 04. 2010
às 16:28horas.

9072.jpg

Acho que é o ano de 1909. Sinto como se estivesse em um cinema, o longo braço de luz cruzando a escuridão e girando, meus olhos fixos na tela. Este é um filme mudo como o de um velho cinematógrafo, onde os atores estão vestidos em roupas ridiculamente antiquadas, e um clarão sucede o outro em sobressaltos. Os atores também parecem saltar e andam rápido demais. Até mesmo os disparos são cheios de pontos e raios, como se chovesse quando a foto foi tirada. A luz é ruim.

É domingo à tarde, 12 de junho de 1909, e meu pai está caminhando pelas ruas quietas do Brooklyn para visitar minha mãe. Suas roupas acabaram de ser passadas e sua gravata aperta muito o colarinho. Ele remexe as moedas nos bolsos, pensando nas coisas inteligentes que vai dizer.

(…)

Meu pai chega à casa da minha mãe. Ele chegou cedo demais e então subitamente fica envergonhado. Minha tia, a irmã de minha mãe, atende a campainha estridente com um guardanapo na mão, pois a família ainda está jantando. Enquanto meu pai entra, meu avô se levanta da mesa e aperta sua mão. Minha mãe correu para o andar de cima para se arrumar. Minha avó pergunta se meu pai já jantou, e diz que a Rosa vai descer logo. Meu avô inicia a conversa comentando sobre o clima ameno de junho. Meu pai senta desconfortavelmente perto da mesa, segurando seu chapéu na mão.

(…)

Meu pai e minha mãe saem de casa, meu pai apertando a mão da minha mãe mais uma vez, a partir de algum desconforto desconhecido. Eu me remexo desconfortavelmente também, mal acomodado no assento duro do cinema.

(…)

Meu pai conta para minha mãe quanto dinheiro ganhou na última semana, exagerando uma quantia que não precisava ser exagerada. Mas meu pai sempre sente que as realidades são limitadas de alguma forma.

(…)

Eles caminham ao longo da passarela enquanto a tarde desce pelos imperceptíveis degraus na incrível poeira violeta. Tudo evanesce em um brilho relaxado, mesmo o murmúrio sem cessar da praia, e as voltas do carrossel.

Delmore Schwartz

Tradução: Virna Teixeira

Trechos do conto “Nos sonhos começam as responsabilidades”, publicado no último número da revista Coyote. Delmore Schwartz nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 1913, em uma família de judeus imigrantes da Romênia. O conto foi publicado pela primeira vez na revista Partisan Review, em 1937. Narra o início da relação entre seus pais, que separaram-se de forma tumultuada quando Delmore tinha 10 anos de idade. O conto foi publicado no livro homônimo, e trouxe precoce notoriedade ao autor.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria traduções publicações | Sem comentários (0)

14. 04. 2010
às 20:30horas.

Questões de gênero

ligia-plaquete.jpg

Acaba de sair “Algo do Gênero”, da poeta carioca Lígia Dabul, pelo selo Artémis (de mulheres poetas) da Arqueria Editorial. A plaquete será apresentada esta sexta no evento Cidade aTravessa, organizado pelo Confraria do Vento, na livraria A Travessa (Travessa do Ouvidor, 17). A plaquete pode também ser encomendada pelo email arqueriaeditorial@yahoo.com.br.

TRADUÇÕES

Na amurada dá ordens a
peixes abissais. Da outra vez
domesticou as ondas. Pirata
que protege. O tesouro nunca
esteve no fundo do oceano.

*

Guardo a arca com os vestígios −
lente, tridente, panos. Ouro
onde a vista não alcança.

Lígia Dabul

Mais sobre “Algo do Gênero” no Fórum Virtual de Literatura e Teatro.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Comentou (1)

20. 03. 2010
às 08:09horas.

ruy2.jpg

Arqueria na Cult

“Ruy Vasconcelos optou por não reunir seus poemas em um livro. Mesmo assim, seus textos espalham-se por aí, em diversas revistas literárias e antologias - para não citar suas inúmeras traduções. Nesta plaquete artesanal temos, assim, uma rara oportunidade de mergulhar por um pouco mais de tempo numa poética exigente, rigorosa. E trata-se mesmo de um mergulho por cenários e atmosferas pouco familiares para nós, em poemas nascidos de uma viagem à cidade de Ceuta, norte da África. A rememoração de um amor fugaz, perdido no tempo e no espaço, é o material que dá “certo tom elegíaco” a esta poesia, como define o autor, para quem a poesia medieval é uma das referências”.

Lançamentos de poesia, por Annita Costa Malufe, Revista Cult, número 144.

Mediterrâneo, de Ruy Vasconcelos, foi publicado em janeiro na Arqueria Editorial pelo selo “O Arqueiro Verde”. Interessados podem adquirir a plaquete pelo email arqueriaeditorial@yahoo.com.br.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Sem comentários (0)

04. 03. 2010
às 00:02horas.

Existem dois tipos de leitores: um que acumula, enciclopedicamente, conhecimento na cabeça e isso não serve para nada. E outro, que transforma aquilo que lê em seu sangue, em vida. Eu sou um leitor assim: tudo que li, transformei em minha vida. Segui aquela frase do Octavio Paz: “Poesia é a subversão do corpo”.

***

Escrever é um desgaste muito grande. Eu tenho de cair na vida, entre um livro e outro, para recolher experiências, para poder transformar alquimicamente a matéria prima em pedra filosofal. Eu sou um curandeiro das palavras.

***

Tragédia não tem solução. Drama tem.

***

Você pode praticar o erotismo com um certo distanciamento, que é a orgia. Já no amor é impossível qualquer distanciamento.

Roberto Piva

Em: Encontros/ Roberto Piva, uma coletânea de entrevistas e depoimentos, que acaba de sair pela Azougue Editorial.

Escrito por Virna Teixeira, na categoria publicações | Sem comentários (0)